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E sofria por dentro,
aquela dor de amor carnal e dependência espiritual que
lhe cortava a pele,
rachava-lhe os
minúsculos poros da sua existência.
Queria habitar o outro,
tê-lo como um ser híbrido.
Mas toda vez desconstruía-se a história do amor real e
carnal.
Ela entrava num sólito ser inexistente criado dentro dela.
Tinha a certeza da incoerência do outro,
da falta de reciprocidade.
E aí, então, regozijava-se e um misto de dor e alegria
tomava conta de todos os espaços.
Nesse momento, ela tinha certeza do amor concluído,
aquele que causa prazer pela não correspondência,
pela falta e distancia;
aquele que tá nos
pensamento mais ilusórios,
impossível de ser real..
fechando um ciclo de amor perfeito,
pronta pra começar tudo outra vez!